2016-02-03

MOVING CINEMA - Encontro em Barcelona - 03 a 06.02.2016

20160203 MovCine BarcelonaDecorre de 3 a 6 de Fevereiro de 2016, em Barcelona na Catalunha, Espanha o segundo encontro do ano entre parceiros do projecto Moving Cinema. 
Este encontro reune as entidades que há longa data se dedicam á sensibilização ao cinema dentro e fora da escola através do contacto com obras chave da história do cinema aliado á experimentação do acto de filmar com o apoio de cineastas e profissionais de cinema: “Os Filhos de Lumière” em Portugal, “A Bao A Qu” na Catalunha, Espanha, “Meno Avylis” na Lituânia, o Centre for the Moving Image (Escócia/Reino Unido). Em Portugal o projecto é da responsabilidade da associação Os Filhos de Lumière, em parceria nomeadamente com a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, ao qual os Encontros Cinematográficos (Município do Fundão / Associação Luzlinar) e Cinema Fora dos Leões se associaram. 
Moving Cinema – que recebeu o apoio da Europa Criativa – sub‐programa Média – tem como objectivo pensar e desenvolver através de metodologias comuns, de uma prática e reflexão conjunta, novas formas de olhar o cinema (nacional, europeu e do mundo) e de o apreciar como forma de expressão artística e de conhecimento do mundo.
Para além dos encontros, seminários projecções, site comum, edições, etc. que irão reunir os quatro países em torno de um objectivo comum, realiza-se em cada país um programa ao longo do ano (projecções, encontros com realizadores, oficinas, cicneclube das Gaivotas ) que entrá em diálogo com os outros três. Este projecto integra vários parceiros em cada país destacando-se em Portugal a Cinemateca Portuguesa onde irão decorrer parte das actividades previstas.

2016-02-02

Os Filhos de Lumière na revista "A Pagina da Educação" nº206 - Inverno 2015



“O Cinema como Ferramenta de Aprendizagem", reportagem de Maria João Leite, sobre o trabalho desenvolvido pela associação Os Filhos de Lumière, na edição nº206 da revista “A Página da Educação” (Inverno 2015).

O cinema pode ser uma boa ferramenta de aprendizagem. Na escola e na vida. Fazer chegar o cinema a diferentes públicos, sensibilizando-os para a sétima das artes e fazendo-os comprender a arte cinemagráfica, é a missão d'Os Filhos de Lumière. Esta associação cultural concebe e promove diversas atividades que estimulam os participantes a ver o mundo de outra forma. Eles aprendem a olhar e a establecer relações. Porque o cinema também educa...
Maria João Leite

2016-01-29

O MUNDO À NOSSA VOLTA / CINEMA CEM ANOS DE JUVENTUDE - Filmes Finais 2014-2015 - Cinemateca Portuguesa - 27.01.2016


Numa sessão aberta ao público foram apresentados na Cinemateca Portuguesa os filmes finais das oficinas O Mundo à Nossa VoltaCinema, Cem Anos de Juventude” realizadas no ano lectivo 2014-2015 cuja questão de cinema foi  “O que é o Intervalo no Cinema?” A regra do jogo comum a todos os filmes: um personagem assiste a uma cena de que se sente excluído, depois vêmo-la afastar-se … e encontra alguém. Os filmes, pensados a partir das questões próprias da idade de cada grupo participante, do lugar onde vivem e dos seus imaginários, onde foram exploradas as relações de intervalo entre as personagens e entre a câmara e as personagens, inspirando-se dos fragmentos de filmes que viram ao longo do ano, tocam temas como a inclusão, a identidade, as amizades, os primeiros amores, etc.

Com a presença de 200 jovens de Mértola, Serpa, Lisboa, Fundão, Vale da Amoreira (Moita) que participaram nos filmes que foram apresentados e de professores, cineastas e técnicos de cinema, e parceiros culturais.

O Mundo à Nossa Volta conta com o apoio do Programa PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian, das Câmaras Municipais de Serpa, Lisboa e Moita, do ICA, da Cinemateca Portuguesa, de diversas entidades locais, da Cinemateca Francesa, do Instituto Camões e da Embaixada de Portugal em França, das próprias escolas e ainda dos Ministérios da Cultura e da Educação de França.

2016-01-28

MOVING CINEMA - Le Havre de Aki Kaurismaki - Cinemateca Portuguesa - 27.01.2016


Apresentação na sala Felix Ribeiro da Cinemateca Portuguesa do filme “Le Havre” (2011), de Aki Kaurismaki. Sessão dedicada a todos os participantes nos projectos O Mundo à Nossa Volta (Cinema, cem anos de juventude e O Primeiro Olhar) e Moving Cinema seguida de uma conversa com os participantes das escolas E.B.2.3. Marquesa de Alorna (Lisboa), Escola Secundária de Serpa, Escola Secundária Passos Manuel (Lisboa), Agrupamento de Escolas do Fundão, E.B. Vale da Amoreira Nº1 e E.B. 2.3 Vale da Amoreira (Moita), Agrupamento de Escolas de Mértola

“Le Havre” integra a selecção de filmes que serão apresentados nos outros países participantes no projecto Moving Cinema: Catalunha (Espanha), Lituânia, Escócia (Reino Unido), França e Portugal.

Os parceiros que integram o projecto são: A Bao A Qu (Catalunha/Espanha),  Meno Avilys (Lituânia), a França (através da Cinemateca francesa) e  o Centre for the Moving Image (Escócia/Reino Unido). Em Portugal o projecto é da responsabilidade da associação Os Filhos de Lumière, em parceria nomeadamente com a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, ao qual os Encontros Cinematográficos (Município do Fundão / Associação Luzlinar) e Cinema Fora dos Leões se associaram. Este projecto conta com o apoio da Europa Criativa – sub‐programa Média
 

2016-01-25

CINED - Encontro em Bucareste - Roménia - 19-22.01.2016

 
Entre os dias 19 e 22 de Janeiro,  decorreu em Bucareste, na Roménia, o segundo encontro do projecto CinEd, um programa de cooperação europeia em prol da educação para o cinema, promovido pelo Institut Français e da responsabilidade em Portugal, de Os Filhos de Lumière, em parceria nomeadamente com a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, a associação Luzlinar (Trancoso e Fundão), o Cinema Fora dos Leões (Évora) e a Entre Imagem (Mértola), e na Roménia de Macondo e Next.

Este encontro, orientado pela Nathalie Bourgeois, responsável pelo serviço pedagógico da Cinemateca Francesa, reuniu os parceiros de Portugal e Roménia, num momento que permitiu a discussão e reflexão sobre os cadernos pedagógicos que serão uma importante base de trabalho para professores, alunos e todos aqueles que se interessam pelo conhecimento dos filmes que farão parte do programa.

O CinEd, coordenado pelo Institut Français, associa A Bao A Qu (Espagne), Os Filhos de Lumière (Portugal), GET-Cooperativa sociale (Italie), NexT et Macondo (Roumanie), SEVEN (Bulgarie), Association of Czech Film Clubs (République tchèque) e apoiado pela Europa Criativa / programa Media. Trata-se de um programa inovador e estruturado de educação ao cinema que propõe uma selecção de filmes europeus e recursos pedagógicos em oito línguas, disponíveis numa plataforma digital com qualidade para projecção em sala, englobando também uma componente de formação de professores e da prática de cinema.

2015-12-14

O MUNDO À NOSSA VOLTA / O PRIMEIRO OLHAR 93 em Serpa


O Primeiro Olhar 93 decorreu de 28 de Outubro a 7 de Dezembro de 2015 com 18 alunos de uma turma do Curso Profissional de Técnico de Gestão do Ambiente (TGA) do 12º ano da Escola Secundária de Serpa no âmbito do projecto O Mundo à nossa Volta.
Oficina orientada por Rossana Torres.

Reflexões dos formandos:
A experiência serviu para olharmos uma paisagem de diferente forma.
Para nós as paisagens vista era só uma paisagem normal, como todas as outras
mas após a experiência, começámos a ver de forma diferente, 
começamos a reparar nos pormenores todos.
Vanessa

Durante a filmagem o que gostei mais foi poder observar paisagens
que no dia a dia não reparo que existem.
Ana Catarina

Não sabia que se conseguia ouvir tudo, até um insecto a mexer.
Andreia

2015-12-12

NO PAÍS DO CINEMA / MOVING CINEMA - Malvadez de Luís Alvarães - Jornal do Fundão - 12.12.2015

"Realizou-se no Fundão, na Moagem, nos dias 1 e 2 de Dezembro [de 2015], o 3º Ciclo de Filmes Proibidos, organizado pela Associação Luzlinar, com o apoio da Câmara Municipal. Fui assistir a convite do incansável Carlos Fernandes, coordenador do evento, e o que vi deixou-me sonhador e enraivecido. Sonhador porque a qualidade destes filmes é indiscutível. Enraivecido porque um paí que não mostra a sua produção artística é um país morto. Em que país continuamos a viver, se depois da censura fascista se instalou a censura dos distribuidores? É por isso que estes encontros cinematográficos são importantes (...)
Malvadez é uma pequena maravilha com laivos autobiográficos. Um rapaz do Fundão (Pedro Hestnes, sublime com a sua decontracção juvenil) vai passar alguns dias a Lisboa, a um bairro muito populacional, e verifica que os seus amigos mudaram assim como o bairro. É a malvadez que se instalou no mundo e diante de tanta impureza, o "estrangeiro" resolve regressar à pureza provincial. Feito de errâncias, elipses, que não mostra o amor nem o sexo mas só os sugere, é um filme estupendo a redescobrir. A cópia original foi perdida e só existe nos arquivos da RTP um documento digital. É urgente retrabalhar este documento e fazer uma reposição límpida com este pequeno diamente. É imprescindível também que o nome de Luís Alvarães seja conhecido. Censurados, esquecidos ou soterrados, a reabilitação destes filmes começou já no Fundão."

Manuel da Silva Ramos
in Jornal do Fundão - 10.12.2015.


Malvadez, de Luís Alvarães foi apresentado na quarta-feira 2 de Dezembro, Moagem, Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão na projecção-conversa com alunos do Agrupamento de Escolas de Fundão, no âmbito do programa Moving Cinema integrado no projecto No País do Cinema. A conversa com o público‐alvo teve a participação de Luís Alvarães, Rossana Torres, Luís Miguel Oliveira e Carlos Fernandes.

2015-11-24

NO PAÍS DO CINEMA / MOVING CINEMA - Malvadez de Luís Alvarães - Encontros Cinematográficas - Fundão - 02.12.2015


Malvadez, de Luís Alvarães será apresentado na quarta-feira 2 de Dezembro de 2015 às 14h30, na Moagem, Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão na projecção-conversa com alunos do Agrupamento de Escolas de Fundão, no âmbito do programa Moving Cinema integrado no projecto No País do Cinema. A conversa com o público‐alvo terá a participação de Luís Alvarães, Rossana Torres, Luís Miguel Oliveira e Carlos Fernandes.
Esta sessão faz parte da terceira edição do ciclo Cinema Proibido organizado pelos Encontros Cinemtográficos.

NO PAÍS DO CINEMA | MOVING CINEMA
Ciclo de Projecções-Conversa dedicado ao jovens

Este projecto pretende desenvolver estratégias inovadoras para levar os jovens a descobrir e a conhecer o cinema nacional e europeu e a adquirir uma capacidade de análise e que venham ‐ graças a essa descoberta ‐ a adquirir a capacidade de ver e de apreciar o cinema. Uma das vertentes deste projecto prende‐se com a dinamização de várias projecções‐conversa dedicadas aos jovens.

Moving Cinema (2015‐2016): projecto desenvolvido em conjunto pela associação cultural Os Filhos de Lumière, com a associação Catalã À Bao à Qu, a associação Menos Avilis da Lituânia, o Centre for the Moving Image (Escócia/Reino Unido e a Cinémathèque Française, que conta com o apoio da Europa Criativa – sub‐programa Média e a colaboração da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, ao qual os Encontros Cinematográficos (Município do Fundão / Associação Luzlinar) se associaram.

Coordenação: Carlos Fernandes, Teresa Garcia e Rossana Torres

Organização: Os Filhos de Lumière | Associação Luzlinar | Município do Fundão | Colaboração da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e do Departamento de Comunicação e Artes da UBI e apoio da RTP.

2015-11-23

O PRIMEIRO OLHAR 89 - Jardim Infantil Pestalozzi - Lisboa



Decorreu entre 15 de Setembro e 23 de Novembro de 2015, no Jardim Infantil Pestalozzi, O Primeiro Olhar 89, oficina de iniciação ao cinema dirigido a uma turma do 4º ano, numa parceria entre a associação Os Filhos de Lumière, o Jardim-Infantil Pestalozzi e a Fundação Lucinda Atalaya. Os alunos descobrem a matéria do cinema vendo e analisando filmes. Criam depois as suas próprias histórias e entram na fase de rodagem do seu filme ocupando o papel de realizadores, assistentes de realização, anotadores, actores, operadores de câmara, responsáveis do som, etc. No final fazem a montagem.
O filme colectivo Um Dia na Nossa Escola (A escola aos nossos olhos), resultados desta oficina, serão apresentados no sábado 28 de Novembro de 2015 no II Encontro da Fundação Lucinda Atalaya sobre o tema "A Ciência e a Arte na Arte de Educar", às 15h40 , na Faculda de Psicologia / Instituto da Educação, em Lisboa.

Oficina orientada por Ana Eliseu (realização), José Lã Correia (imagem e som), Pierre-Jean Gasch (montagem), Pierre-Marie Goulet (apoio montagem), Ana Azevedo (assistente produção).

2015-11-20

O PRIMEIRO OLHAR 12 - UM DIA NA PASTELEIRA - Porto - 27 e 28.11.2015

Um Dia na Pasteleira, filme colectivo realizado durante O Primeiro Olhar 12 no Porto em 2002 com jovens de 14 a 16 anos, será apresentado na sexta-feira 27 de Novembro de 2015 pelas 21h30 na Associação de Moradores do Bairro Antigo da Pasteleira, rua Nicolau Coelho e no sabádo 28 de Novembro de 2015, pelas 21h30, na Associação de Moradores da Bouça, rua Burgães 345, Porto, no âmbito do Cineclube Nómada.
Esta oficina foi orientada por Pedro Costa (realização), Paulo Américo (imagem e montagem), Rodrigo Areias (som) e Raquel Machado (produção).

2015-11-14

O MUNDO À NOSSA VOLTA / MOVING CINEMA na Mostra Espanha 2015: “Diálogos Transfronteiriços” -13.11.2015

A Associação Os Filhos de Lumière foi convidada a participar na 4ª edição da Mostra Espanha, uma iniciativa que pretende dar a conhecer aos portugueses um pouco mais da cultura espanhola. A Mostra foi organizada pelo Ministério da Educação, Cultura e Desporto de Espanha, com a colaboração e apoio do Secretário de Estado da Cultura de Portugal e de outros organismos da área da Cultura tutelados pelo SEC, nomeadamente o GEPAC e aconteceu na Fundação Calouste Gulbenkian em 11 de Novembre de 2015.

A Associação Os Filhos de Lumière representou a parceria portuguesa no projecto Moving Cinema, apresentando a sua perspectiva sobre o projecto, a experiência, o interesse deste tipo de colaborações no encontro intitulado “Diálogos transfronteiriços” nas quais estiveram representantes de Portugal e de Espanha, quer das administrações centrais quer de parceiros de projectos conjuntos dos dois países.

Moving Cinema (2015‐2016) é um projecto desenvolvido em conjunto pela associação cultural Os Filhos de Lumière, com a associação Catalã À Bao à Qu, a associação Menos Avilis da Lituânia, o Centre for the Moving Image (Escócia/Reino Unido e a Cinémathèque Française, que conta com o apoio da Europa Criativa – sub‐programa Média e a colaboração da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, ao qual os Encontros Cinematográficos (Município do Fundão / Associação Luzlinar) se associaram.

2015-11-12

O MUNDO À NOSSA VOLTA - Filmar - ESTÓRIAS DA CIDADE - Centro Social São Boaventura - Santa Casa da Misericórdia


Estórias da Cidade - Filmar 16 from Os Filhos de Lumiere on Vimeo.

Estórias da Cidade -  filme colectivo realizado no âmbito da oficina Filmar, em colaboração com a Comissão Social da Junta de Freguesia da Misericórdia. O filme foi realizado por participantes do Centro de Dia do Centro Social São Boaventura (Santa Casa da Misericórdia de Lisboa).

2015-11-09

OLHARES SOBRE A MISERICÓRDIA : filmes de O Mundo à Nossa Volta e Filmar no espaço cultural "Rua das Gaivotas 6" - 15.11.2015



"Olhares sobre a Misericórdia" é uma sessão de cinema pública, que terá lugar no espaço cultural Rua das Gaivotas 6, no Domingo 15 de Novembro de 2015 pelas 18h30.  O programa integra filmes realizados nos últimos meses no bairro da Misericórdia, por crianças, jovens e adultos que o habitam, no âmbito das oficinas da associação Os Filhos de Lumière:   “Cinema Cem Anos de Juventude” e “O Primeiro Olhar", integrantes do projecto “O Mundo à Nossa Volta”, apoiado pelo programa PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian e pelo ICA, e das oficinas “Filmar” – dirigidas a adultos - que integram o projecto "BIP/ZIP DNA Lisboa II”.

Estórias da Cidade -  filme colectivo realizado no âmbito da oficina Filmar, em colaboração com a Comissão Social da Junta de Freguesia da Misericórdia. O filme foi realizado por participantes do Centro de Dia do Centro Social São Boaventura (Santa Casa da Misericórdia de Lisboa).

Desencontros - filme colectivo realizado pelos participantes da oficina Filmar, com adultos e professores de diversas escolas na Freguesia da Misericórdia, em parceria com o Teatro Cão Solteiro e o Atelier Real;

O Dia de Anos - filme colectivo realizado na oficina O Primeiro Olhar, no âmbito da Semana da Juventude da Freguesia da Misericórdia em Lisboa, com jovens de diferentes associações culturais (Intervir, +Skillz, Ludoteca) pertencentes ao Grupo de Jovens da Comissão Social da Junta de Freguesia da Misericórdia.

A Surpresa - filme-ensaio (filme final) do Grupo de Cinema da Escola Secundária Passos Manuel, Lisboa, no âmbito do programa pedagógico Cinema, Cem Anos de Juventude 2014-2015 sobre o tema "O Intervalo no cinema”.   

2015-11-04

NOS CAMINHOS DA INFÂNCIA: Diario di un Maestro de Vittorio de Seta - CAM Fundação Calouste Gulbenkinan - 07.11.2015


"Diario di un Maestro", de Vittorio de Seta, será apresentado por Bernard Eisenchitz e José Manuel Costa, no ciclo "Nos Caminhos da Infância" - sábado 7 de Novembro de 2015 às 15h00 e 18h30 no CAM (Fundação C.Gulbenkian).

A dramaturgia de Diario di un Maestro baseia-se nos incidentes do quotidiano. Mas está também muito afastada do famoso projecto neo-realista de Cesare Zavattini que era “filmar o dia de um homem a quem nada acontece”. Não param de acontecer coisas nesta turma e com este professor.(…) O professor chega no segundo trimestre para retomar uma turma de quinta (quinto ano) , alunos de cerca de onze anos que terão de fazer um exame no fim do ano para concluir o ciclo primário. Os colegas avisam-no que não se empenhe demasiado naquela turma : só tem elementos “pouco fáceis”, é uma turma de “desprezados” (squarti) ou até de delinquentes (deliquenti). A indiferença dos professores e da direcção que não tardarão a transformar-se em hostilidade contra o professor, é o primeiro obstáculo com que se depara. Esta indiferença é dirigida tanto aos alunos como aos pais.
Desde a primeira aula, o maestro constata que as crianças aprendem a decorar, sem compreender, para passarem no exame. “Um desastre!” (...)
Mas Bruno não é a única personagem principal: verifica-se que as crianças sabem muitas coisas e tomam iniciativas. Um passa o testemunho a outro e assim sucessivamente. Ao fim e ao cabo “a realidade dita o programa”.
Um passeio ensina-lhe mais acerca dos alunos do que aquilo que teria aprendido na sala de aula: os lugares onde vivem, a sua relação com os animais. Os alunos falam do que conhecem, o professor já não é um estranho... (...)
Bernard Eisenschitz, 
in catálogo "Nos Caminhos da Infância 1"

2015-11-02

NOS CAMINHOS DA INFÂNCIA: O Caminho da Vida (Poutiovka V Jizn) de Nicolaï Ekk - CAM Fundação Calouste Gulbenkinan - 06.11.2015


"O Caminho da Vida", de Nicolaï Ekk, será apresentado por Pierre Léon, Manuela Barros Ferreira e Cláudio Torres, no ciclo "Nos Caminhos da Infância" - sexta-feira 6 de Novembro de 2015  às 21h00 no CAM (Fundação C.Gulbenkian)

O primeiro filme de ficção sonoro e e de língua soviética estreia a 1 de Junho 1931 em Moscovo. Será projectado 1 200 vezes em pouco mais de um ano. Ao fim de quatro meses é visto por um milhão de espectadores. "O Caminho da Vida"", realizado por Nikolaï Ekk, dará a volta ao mundo, recolhendo prémios e felicitações da comunidade cinematográfica internacional. À primeira vista, as coisas parecem extremamente simples: a conjuntura política e cultural no momento do nascimento do filme é favorável. A história é, no início dos anos 20, entre o fim do Comunismo de guerra e a Nova Política Económica (a NEP), sobre a reeducação dos jovens delinquentes nas colónias abertas e supervisionadas pela OGpou, então dirigida por Felix Dzerjinski, o seu fundador. Colónias batizadas de comunas, onde os besprizorniki (literalmente: “sem vigilância”), milhares de crianças lançadas nas ruas pela Revolução e pela Guerra Civil, verdadeira chaga das cidades-monstros como Moscovo e Leninegrado, são agrupadas e “moldadas” pela “plaina” de educadores audaciosos, cujo representante mais conhecido continua a ser Anton Makarenko, autor do Poema Pedagógico. Uma vez moldados, “refundidos”, os jovens podem integrar a sociedade socialista e participar na sua construção, tomar “o caminho da vida”. O título russo é ainda mais preciso já que poutiovka designa o que se poderia chamar “ordem de missão” ou “roteiro”, metáfora mais exacta para descrever um sistema normativo em última análise, apesar do carácter fundamentalmente inovador, libertador e parcialmente eficaz de uma experiência pedagógica de inspiração rousseauniana, em grande escala. (...)
Pierre Léon
in catálogo “Nos Caminhos da Infância 1"

2015-10-19

NOS CAMINHOS DA INFÂNCIA: Trilogia de Bill Douglas - CAM Fundação Calouste Gulbenkian - 31.10.2015


A Trilogia de Bill Douglas (My Childhood / My Ain Folk / My Way Home), apresentada por Maria Luís Borges de Castro e Marcos Uzal, no ciclo "Nos Caminhos da Infância" - sábado 31 de Outubro de 2015  às 15h00 e 18h30 no CAM (Fundação C.Gulbenkian)  


Os factos e os locais filmados na trilogia de Bill Douglas (A Minha Infância, 1972; A Minha Gente, 1973; O Meu Caminho para Casa, 1978) são exactamente os da infância do cineasta. Esta fidelidade às suas recordações não se trata simplesmente, para ele, de contar a sua infância, como tantos fizeram, mas sim de reencontrar sensações, emoções passando-as para nós o mais claramente possível. Conta-se que o cineasta, uma pessoa doce na sua vida, era capaz, durante as filmagens, de grandes fúrias quando não obtinha o que queria. É que tinha de encarar a sua terrível infância para a expor a nu, em toda a sua verdade.  Isto só podia conseguir-se com uma precisão implacável em que cada quadro e a intensidade de cada gesto respondessem, mais do que a um perfeccionismo estético, à exigência de cada plano ser como que um concentrado da memória. Através do cinema, Bill Douglas salva a sua infância. Retira-lhe a sua dor muda, conferindo-lhe um sentido e uma forma. É um gesto perturbador mas que não procura submergir-nos à força numa emoção antecipada. Sendo a infância de Jamie essencialmente uma sucessão de momentos patéticos e cruéis, a concisão da encenação evita qualquer amargura, sentimentalismo, complacência sórdida. A emoção surge nos silêncios, nas elipses, nos olhares fixos, na economia dos  gestos; não se exibe mas como que se abre perante nós, plano após plano, como essas austeras dobragens japonesas que se transformam em flores quando mergulhadas na água.(...) 

Marcos Uzal,
in catálogo "Nos Caminhos da Infância 1"